Sonhos de Bébé

Sonhos e desejos de uma mãe



sexta-feira, janeiro 19, 2007

Expriência

passei a noite de quinta feira dia 30 de maio com algumas dores, mas apesar de tudo consegui dormir bem.quando acordei na manhã de 31 de maio tinha dores um pouco mais fortes,isso era 08:30+ou- o tempo foi passando e as dores vinham de 20 em 20 depois de 10 em 10 até que as dores vinham de 1 em 1 minuto ai eu ja não aguentava mais!fui para o hospital 12:00 me examinaram e eu tinha 5 dedos de dilatação.

Foi feita a limpesa intima e fui para a sala de pré parto e la fiquei sozinha eu com meus dezesete anos primeiro filho,estava desesperada.me colocaram o soro e ai aa contrações pioraram muito era uma dor horrivel!!!não ha como explicar quando foi 03:25 me levaram para sala de parto e eu ja tinha 11 dedos de dilatação,fiz muita força me cortaram um pouquinho com anestesia e continuei a fazer força quando foi 03:36 la estava meu lindo menino com 3k 750 lindo com 54cm,e perfeito com muita saúde.dali fui para o quarto deram banho no meu baby e ja fiquei com ele,hoje ele tem 5 meses e 17 dias nunca teve colicas esta com 8k100gr.e 69 centimetros nunca ficou doente e e isso e d+.O nome dele e Otávio.



terça-feira, dezembro 26, 2006

A infertilidade , novo espaço criado.

Novo blog sobre infertilidade, visita e relata a tua expriência, uma forma de partilhares e ajudares quem passa por essa anciedade.

Infertilidade e confidências



terça-feira, julho 25, 2006

Expriência de Parto - Parabéns Ana e Paulo , bem vinda Marta

Expriência de Parto - Parabéns Ana e Paulo , bem vinda Marta


Tudo começou na noite de dia 09/07/2006 umas contracções leves de 30 em 30 minutos , que foram diminuindo de tempo, perto das 23h30m sinto um jorro, pareçia que estava a fazer xixi, fiquei desconfiada será uma perfuração na bolsa? Deitei-me e as contracções continuaram, foi a noite toda acordada a apontar as contracções, foram sempre irregulares, ora de 15 em 15 ora de 20 em 20. Chegou-se a manhã e era dia de consulta na Mac, estava desconfiada que já ia lá ficar, então despedi-me dos meus putinhos com muito carinho. Chegada a Mac, fiz Ctg e fui a consulta, o Ctg não tinha acusado grandes contracções, pois elas tinham aliviado, mas contei a médica o que se tinha passado, ela disse vamos observar mas mesmo que não seija a bolsa perfurada, vai cá ficar já internada. Ora mal a Dr.ª pos a mão, rebentaram as aguas, como disse a médica faltava mesmo aquele impurrãozinho, porque já havia perfuração. Foi ai que vi, esta na hora...o meu maridinho ficou nervoso e assustado, estava a chegar o grande momento.
Fique internada eram perto das 14h, tudo começou, o soro, o médico que por lá apareçeu, que vos digo era daqueles que metia medo, fui observada e tinha 3 dedos de dilatação, foi-me dito que podeia levar a epidural. Ali fiquei a espera do grande momento, as contracções começaram a ser mais fortes, e as 18h pedi a epidural, (santa epidural), fiquei mais aliviada e até tentei descansar...quando volta a apareçer o médico e me diz já tem 5 dedos de dilatação. Pensei cá para mim, estou a ir bem!
20h as dores começam novamente, mas desta vez muito mais fortes, dores horríveis, chamei a enfermeira queria outra dose de epidural...mas o anestecista estava numa cesariana, ai que sofrimento que foi, estive das 20h as 21h20m +- com dores tão fortes, que nem consigo explicar, o meu maridinho coitado já não sabia o que fazer, ele bem me tentava aclamar, mas eu não conseguia ficar calminha.
Perto das 21h30m lá veio o tal procurado anestecista, ui ai voltou o aliviu, mas começei a tremer por todos os lados, pareçia que tinha frio, nem sei se tinha, uma sensação esquesita, chamei a enfermeria e disse-me que era normal, era da epidural. Passado minutos apareçeu o famoso médico, ora vamos lá ver, 10 dedos , querida estas prontinha, ves ficavas branca quando me vias mas já estas prontinha- palavras do médico, será que se notou tanto assim que não fui com a cara dele eheheh.
Penso que eram umas 22h quando chamei a enfermeira já sentia uma pressão enorme, ora era a Martinha já estava muito descida, foi ai que tudo começou, começei a fazer força, e lembro-me da enfermeira parteira me dizer, isso princesa estas a portar-te lindamente... o meu mariducho ali ao lado dava-me força. Lá continuei eu e depois de sentir uma grande pressão, a enfermeira diz-me não faças mais força, ora era a minha quiduchinha, fui então cortada e voltei a fazer uma forçita...eram 22h35m nasçeu a luz dos nossos olhos, a minha linda filha. Foi um conjunto de emoções, eu o papá choravamos tanto...foi lindo, lindo, lindo.
Levaram a minha menina, enquanto eu fiquei a ser cozida, foram 4 pontos que pareçia que não acabavam...e o papá tinha desapareçido, disse-me a enfermeira esta com a vossa menina.
Pouco tempo depois tinha a minha menina novamente nos braços, dei-lhe o peitinho e ele agarrou tão bem...nessa noite não dormi, só olhava para a linda filha que Deus me tinha dado, é perfeitinha,um amor, é a minha quiduchinha.
E foi assim o meu parto, que correu até muito bem, graças ao meu querido marido que me deu imensa força, e aquela enfermeira parteira que foi uma querida.
Agora somos o casal mais feliz do mundo, temos uma filha linda, que tanto ama-mos.


Queridas amigas, nós estamos bem, já caiu o resto do cordão umbilical, e a Martinha já tem menos colicas, pois já só bebe do leitinho da mamã, se eu não a acordar chega a dormir a noite toda. Mais uma vez eu digo, estou completamente apaixonada pela minha quiduchinha, e o papá é um amor para ela, nesta casa só reina a felicidade.
Peço desculpa por não visitar os blogs, mas como devem calcular o tempo agora é mais curto.

Uma beijoquinha muito fofa.

Expriência de Parto - Parabéns Ana e Paulo , bem vinda Marta



terça-feira, julho 18, 2006

A gravidez e o desejo sexual

Eu na minha gravidez senti um aumento anormal do desejo sexual, ficando muito mais sensivel e disposta aos actos sexuais, será normal? aconteceu o mesmo convosco?


Tenho alguma curiosidade em saber se será normal ou apenas foi um desvio comportamental meu.

Obrigado amiguinhas.

Beijinhos



sábado, julho 08, 2006

Meu relato de parto... (Rio de janeiro)


Meu relato de parto...

Isso talvez não devesse estar aqui porque afinal relata tudo, desde boa parte da gestação até o parto em si, e não só fala de episiotomia...

Mas o meu objetivo é me expor, falar do que passei, e assim ajudar algumas mulheres...

Afinal, a episio não acontece sozinha... Ela faz parte do todo que é o modelo obstétrico tecnocrático adotado em nosso país (e, infelizmente, na maior parte do mundo!).

Eu fui bem atendida, tive um médico que deve ser um dos melhores desse país, que eu adoro e não tenho nada do que reclamar dele.

O que não foi bom? O modelo de atendimento. Estou certa que ele fez o melhor dele por mim. O melhor que ele acredita ser melhor... Eu não tenho lembrança ruim do parto... Pelo contrário... As críticas que faço, as formulei mais de um ano depois do parto, depois de muito ler e de achar que o modelo de parir no nosso país poderia e pode ser diferente. Na época que minha filha nasceu eu não sabia quase nada para questionar, para dizer que sim ou que não, para fazer diferente, para chamar a responsabilidade do MEU parto para MIM, e entreguei sim tudo na mão da equipe médica... Tive muita sorte de ter uma boa equipe me ajudando e que não me levou para uma cesariana desnecessária.

Leiam, se quiserem...

Relato do Parto da Ana Carolina (por Bartira, nascida em 22/06/1977, carioca, moradora do Rio de Janeiro)
28/02/2002 - Parto normal, hospitalar, com poucas intervenções, humanizado "em termos"...

O parto da minha filha foi muito bom considerando-se que na época eu tinha pouca informação e achava que o único lugar para parir era o hospital... Eu não sabia direito a necessidade real de se fazer episiotomia e nem a necessidade de outras intervenções, embora soubesse que queria fugir de uma cesárea desnecessária a todo custo. Acabei então passando muita coisa desnecessária no parto sem nem saber o porquê... Alguém resolvia pra mim e por mim porque eu não tinha conhecimento para isso...

Tive ainda a sorte de ter um médico obstetra muito bom mesmo e que recomendo pras minhas amigas, adepto do parto normal, mas isso infelizmente não é a realidade neste país, muito menos na nossa cidade! Os médicos que temos por aí em sua maioria não se atualizam ou, quando o fazem, escolhem as piores fontes! Muitos não sabem mesmo como auxiliar (veja bem: auxiliar e não fazer) partos normais dignos. Não compreendem a mulher e sua fisiologia porque não acreditam nela! Sei também que muitas vezes a mulher prefere se ausentar das responsabilidade de seu parto, deixando tudo nas mãos do médico, mas isso aí já é outro papo (não era o meu caso, por mais desinformada que eu estivesse)...

Eu cheguei no consultório do meu médico com 8 meses de gestação fugindo do segundo cesarista pelo qual passei na gravidez. Ele foi muito melhor do que eu podia esperar e as consultas que tive com ele no pré-natal foram muito boas. A DPP era 02/03/2002.

Por que fugi do segundo cesarista? Porque o segundo médico que estava comigo viu na ultra que a minha filha "ainda estava sentada no oitavo mes" e começou a falar de uma possível/provável cesárea! Além disso, nessa mesma consulta, vi o cara colocar pressão numa gestante que estava na 40ª semana pra ela fazer uma cesárea sem entrar em TP naquele mesmo dia porque ele ia viajar e ela ia "ficar nas mãos de qq um" (usando palavras do próprio médico).

Já tinha fugido de uma outra médica antes desse. Ela também me parecia cesarista. As consultas dela não passavam de 10 minutos e a espera na ante-sala era de 2 horas (pasmem!). Ela não me explicava quase nada, só media minha barriga, me pesava e fazia exame de toque toda consulta. Quando eu queria perguntar algo, ela dizia que era "cedo para esse assunto".
No dia em que entrei em TP sabia desde de manhã (27/02/2002) que seria aquele dia. Fiquei em casa andando, tomando banho, relaxando. Liguei pro médico, mas ele não acreditou que já era a hora, afinal, geralmente primigesta demora a parir!

Seis horas da tarde meu marido chegou da rua (ele fazia mestrado e tinha que finalizar um relatório e entregá-lo naquele dia - desde de manhã não falei nada das coisas que estava sentindo para ele afim de não perturbá-lo na finalização e entrega do tal relatório), voltei a ligar pro médico. As contrações estavam fortes e não contei intervalo (nunca prestei atenção nesse lance de intervalos das contrações e nenhum médico havia me dito para prestar atenção nisso)... Ele me disse que não devia ser a hora, mas seu eu quisesse podia ir pra Clínica. Chegando na Clínica, estava com 5cm de dilatação. Fui pra internação às 22hs... Depois pro quarto, tomei banho e tentei relaxar um pouco. As contrações eram fortes! Eu estava meio perdida e meu marido, coitado, mais ainda.

23:30 chegou o anestesista. O obstetra já estava vindo. Eu fiquei com medo das dores das contrações, ali naquele quarto de hospital com meu marido, tão inexperiente quanto eu, e aceitei a analgesia quando já estava com 7cm de dilatação. Acho se tivesse tido uma doula, ou estivesse em casa ou numa casa de parto, com alternativas naturais para o alívio da dor, teria conseguido ficar sem a analgesia! Mas ali, deitada, me sentindo meio só... Foi difícil aguentar! Não havia conversado sobre anestesia com meu obstetra, nunca, e quando o anestesista chegou eu liguei pro obstetra, ele disse que não tinha problema eu tomar a anestesia... Aceitei, muito sem informação. Fui levada para a sala de pré-parto e o médico aplicou uma micro-dose da raqui e introduziu um cateter para uso da peridural em gotas conforme fosse necessário. Eu tinha mesmo medo da dor!

Fiquei na sala de pré-parto deitada, com soro contínuo (exigência do anestesista porque era preciso ter uma "veia de acesso em caso de emergência") sem ocitocina, pelo menos! Os médicos iam e vinham analisando a evolução do trabalho de parto. Até que eu ia bem! Estava com sede e só podia beber goles de água...

4 horas manhã do dia 28/02/2002... O médico disse "Vamos pra sala de parto?"... Fiquei semi-deitada no centro cirúrgico, frio, claro demais, com as pernas naqueles aparadores, e os médicos me orientando quando fazer força porque eu não sabia quando deveria fazê-la (não sentia as contrações de fato por causa da analgesia e nem conseguia prestar atenção na rigidez de minha barriga pra saber quando estava numa contração, não controlava meu parto!)...

Ele deu uns toques com o dedo na minha vagina e períneo e eu disse que sentia (não sentia 100%, mas sabia que ele estava mexendo ali). Ele me deu anestesia local e fez a episio (disso eu não gostei porque não fui avisada, embora soubesse o que estava prestes a acontecer e embora confiasse nos procedimentos do meu médico). Mais alguns comandos de voz ("faz força, faz força" e eu obedecia)... Fiquei meio desesperada um momento e tive o consolo da neonatologista que estava lá... Era a única mulher me apoiando naquela hora. Meu marido de mãos dadas comigo, mas meio atônito também. O médico me dizia para ficar calma e não gritar, fazer força. E de repente passei pela manobra de Kristeller (tb não gostei disso, porque não fui consultada)... Foi uma grande dor essa manobra (soltei um grito das entranhas), eu senti a queimação do expulsivo - essa queimação é chamada, nos círculos femininos e místicos, de "círculo de fogo" - (apesar da anestesia, que depois vim a saber que era em bem baixa dose mesmo) e o obstetra me chamou para me erguer e ver minha filha nascendo (com a manobra, saiu a cabecinha de minha filha) e fiz mais uma força sozinha e minha filha nasceu inteira... Ele perguntou ao meu marido se ele queria cortar o cordão e ele não quiz (de nervoso!). A minha filhota linda foi colocada em cima de minha barriga e a neonatologista fez os procedimentos necessários ali mesmo, em cima de mim (aspiração, limpeza, e mais alguma coisa). Não me esqueço nunca do olhar dela para mim; não chorou, só me olhava com os olhos mais profundos e brilhantes que vi na vida. Reparei em cada pedacinho dela e no meio do turbilhão vi meu marido com lágrimas nos olhos pela primeira vez na vida (ele não chora!). O médico deu os pontos da episio, minha filha foi pro berçário ficar 6 horas na incubadora sem necessidade (quer dizer, eu creio que foi sem necessidade porque um bebê que nasce com Apgar 10 e o segundo Apgar também é 10 não deve ser mantido em incubadora por tanto tempo; acho que foi por recomendação de rotina) e eu fui pro quarto, esperar o efeito da anestesia passar e esperar que ela viesse ficar comigo, esperei também pela hora em que podia comer alguma coisa, pois estava com muita fome, e esperar pelo banho, porque estava doida para me lavar!

Esse parto foi como foi... Deitada, soro, analgesia, meio que tímida, comandada. Cortada pela episio e amassada pela Kristeller... Eu não tinha o poder dado pela informação que tenho hoje.

No próximo parto espero não deixar: analgesia, empurrão na barriga e episio.
E, se possível, gostaria de parir em na minha casa!



quinta-feira, junho 29, 2006

Pediatra - Perguntas frequentes


O que fazer quando o bebé tem muitas cólicas?
O choro faz parte da vida da criança e, nomeadamente, das crianças muito pequenas.
O bebé pode chorar por ter fome, por sentir a fralda molhada, por ter sono ou até por birra reclamando que peguem nele ao colo por precisar de "mimos".

O choro poderá também ser explicado pelas chamadas "cólicas", situação algo misteriosa não perfeitamente explicada. Iniciam-se habitualmente durante o primeiro ano de vida prolongando-se até cerca dos 4 meses.

Poderão ser explicadas por deglutição de ar (aerofagia), por imaturidade do aparelho digestivo, por tensão emocional dos pais – sobretudo da mãe – ou por alergia ao leite de vaca.

As crianças com cólicas têm crises diárias de choro, ficam muito congestionadas, flectindo repetidamente os joelhos sobre a barriga.

Tais crises são em geral mais intensas quando a criança está a mamar, havendo tendência para largar o mamilo. Dum modo geral as crianças com cólicas crescem bem e têm uma saúde próspera. Por vezes a mãe julga que se trata de uma rejeição do leite; pelo contrário, o choro relacionado com fome surge antes da mamada, próximo da hora da mesma.

Então, o que poderá fazer para prevenir ou minorar a situação?
Há meia dúzia de regras simples:

• A refeição/mamada deve ser dada num ambiente calmo, sem pressa e sem pessoas à volta.

• A deglutição de ar deve ser evitada: as mamadas não devem ultrapassar os 20 minutos, a tetina do biberão deverá ter o orifício adequado, a posição do biberão deverá evitar a entrada de ar – o nível do leite do biberão deve estar sempre acima do bucal do biberão.

• Música suave e uma botija de água quente sobre a barriga.

• Também uma conversa calma com os pais poderá reduzir a tensão emocional de ambos.

No caso de surgirem mesmo, as crianças podem sentir algum alívio se colocadas de barriga para baixo (esta posição nunca para dormir!) comprimindo ligeiramente a barriga e flectindo ligeiramente os joelhos e as coxas.

Antiespasmódicos ou antiflatulentes em gotas poderão ter algum efeito "psicológico".

Mas é necessário os pais estarem mentalizados para casos mais renitentes.

Bastará então alguma resignação pois o problema passará pelos 4-5 meses.
E optimismo, pois nos casos de verdadeiras cólicas os bebés aumentam bem de peso e desenvolvem-se bem.
Prof. Doutor João Videira do AmaralDirector da Clínica Universitária


Com que frequência a mãe deve levar o bebé ao pediatra?
De acordo com as orientações da Direcção Geral de Saúde, as idades consideradas importantes para o bebé ser observado no âmbito dos chamados exames de saúde (entre os 0 e os 4 meses) são: 1ª semana de vida, 1 mês, 2 meses, 4 meses.

Depois entre os 1-3 anos: aos 12 , 15, 18 meses, 2 e 3 anos.

Estas idades não são rígidas, com efeito, se uma criança se deslocar ao centro de saúde fora daquelas idades-chave poderá ser feito o exame indicado para essa idade.

No caso da criança ser assistida por um pediatra fora do âmbito do centro de saúde, a mãe seguirá as sugestões do mesmo que não se afastarão muito do esquema oficial.

Nos primeiros 4 meses os chamados exames de saúde contemplam essencialmente a avaliação do crescimento e do desenvolvimento do bebé. O médico que observa a criança dará especial atenção ao problema de alimentação e da prevenção de doenças e acidentes domésticos, chamando a atenção para determinados sinais de perigo que os pais devem conhecer.

Lá diz o ditado "mais vale prevenir do que remediar".Será sempre da maior importância reter a ideia de "ir ao médico" não em situações de doença, mas com saúde, precisamente para prevenir a doença.

Prof. Doutor João Videira do AmaralDirector da Clínica Universitária do Hospital Dona Estefânia


O que fazer ao bebés que têm prisão de ventre?
Os bebés com fezes duras e alteração da frequência normal de dejecções, com mais de 6 meses, devem ter um padrão alimentar diversificado com legumes e fruta esmagada (maçã, pêra) na alimentação.

Deve ser oferecida água.
A massagem abdominal em U invertido iniciada na fossa ilíaca direita pode ser tentada longe da refeição para não provocar refluxo.

A administração de pequenos enemas de água, ou glicerina, depois de conveniente lubrificação anal, pode ser executada depois de conversar com o médico ou enfermeira.

DOUTOR LUIS JANUÁRIO – PEDIATRA CHEFE DE SERVIÇOS DO HOSPITAL PEDIÁTRICO DE COIMBRA


"Sapinhos", o que são e o que fazer?
Sapinhos são pequenas manchas brancas, semelhantes a flocos de leite ou nata, na língua e mucosas da boca dos lactentes.
São provocados por uma levedura que gosta do calor e da humidade.

Deve administrar um medicamento oral, prescrito pelo médico, três a quatro vezes por dia até à cura; ferver ou deitar fora a chupeta e os brinquedos que o bebé leva à boca.

Quando a mãe amamenta deve lavar bem os mamilos podendo aplicar localmente o mesmo produto.

A levedura em questão gosta de ambientes ácidos: antes dos medicamentos, poderá ensaiar-se água das Pedras.
DOUTOR LUIS JANUÁRIO – PEDIATRA CHEFE DE SERVIÇOS DO HOSPITAL PEDIÁTRICO DE COIMBRA


O bebé não aceita o biberão de leite...
Em primeiro lugar há que distinguir quando é que o bebé começou a deixar de aceitar o biberão de leite.

Trata-se de um caso em que inicialmente o aceitava e deixou de o aceitar, ou de outra situação em que por exemplo, a mãe deixou de poder dar o seu peito, e começou a dar biberão?

É necessário não dramatizar desde que o estado geral da criança seja bom e não tenha sido detectado qualquer problema.

Na última hipótese, transição do leite materno para o leite dietético para lactentes e no pressuposto de que a reconstituição do mesmo é feita correctamente, juntando o pó com a água nas proporções aconselhadas, a criança poderá estranhar o sabor ou a temperatura.


Para facilitar a adaptação ao biberão será conveniente adoptar a chamada regra dos 3-4 dias, com o objectivo de evitar a recusa do mesmo: tenta introduzir-se um biberão no primeiro dia em que se inicia a mudança, dando as restantes refeições de peito/leite materno.

Este esquema é mantido durante 3 ou 4 dias. Depois destes 3-4 dias, introduz-se o segundo biberão, dando as restantes refeições de peito/leite materno.

E assim sucessivamente. Portanto, se o objectivo é ficar, por exemplo com 5 biberões por dia, para a transição ser o mais gradual possível, a mãe precisará entre 15 a 20 dias para que o bebé passe a aceitar todos os biberões, com toda a tranquilidade e do modo mais progressivo possível.

Poderá haver outras situações mais raras que poderão explicar o não aceitar o biberão, as quais deverão ser esclarecidas caso a caso com o médico assistente. Aqui são dadas indicações de ordem geral.

Para finalizar, duas palavras para dizer que o momento da refeição do bebé (quer com leite materno, quer biberão) deve ser um momento de calma, em ambiente tranquilo, sem barulho e sem outras pessoas a observar.

Há bebés que se alimentam de qualquer modo, com barulho ou pessoas à volta, mas há outros que se adaptam com mais dificuldade e que justificam aplicar com precaução as regras gerais que aconselhamos.

Os bebés não são todos iguais, reagem por vezes de modo bem diverso, justificando caso a caso, atitudes também por vezes diversas.
Prof. Doutor João Videira do AmaralDirector da Clínica Universitária do Hospital Dona Estefânia



O meu bebé demora muito tempo a adormecer, quer seja de dia ou de noite. É normal?
Deve criar um ambiente apropriado ao adormecimento: silêncio, obscuridade, recolhimento, intimidade.

Cante uma canção, uma ladainha, conte uma história.

Nunca é cedo demais. Faça do adormecer um ritual que será lembrado. Não deixe o bebé adormecer na sala embalado por uma novela ou pelos spots televisivos.

É normal que os bebés demorem a adormecer e acordem ao menor estímulo na fase inicial do sono.

Os bebé têm um tempo de sono profundo, calmo, menor que os adultos e só o atingem 30 a 40 minutos depois de adormecerem.
É impossível e errado tentar contrariar esta vantagem protectora.
DR. LUIS JANUÁRIO – PEDIATRA CHEFE DE SERVIÇOS DO HOSPITAL PEDIÁTRICO DE COIMBRA


Como lidar com a birra do bebé?
Em primeiro lugar há que admitir que as birras fazem parte da vida da criança, ou seja, a situação não deverá ser dramatizada pelos pais. Pode dizer-se que as birras são importantes para o desenvolvimento da criança. Podem funcionar como escape que contribui para o equilíbrio (instável) da afectividade.

Com as birras, a criança afirma-se e reivindica, tentando chamar a atenção para "o seu campo" de acção.

Por outro lado, com tal afirmação e tal atitude de defesa da sua individualidade, ao fim e ao cabo subconscientemente a criança acaba por "reclamar" protecção, o que traduz a sua dependência.

Ora a mãe, o pai – os pais deverão ter uma atitude firme no sentido de evitar que a criança com birras passe a dominar a situação, transformando-se em déspota e ditadora que amedronta e domina os pais.

É importante evitar que a atitude do pai e da mãe seja discordante.

Atitudes diferentes por parte da mãe e do pai só agravarão o problema.

Há que adoptar uma atitude de firmeza contra a "chantagem" da criança, falando com ela e explicando-lhe a situação.

Abraçando-a com carinho mas também com autoridade, poderá quebrar o estado de tensão.

Ou seja, com firmeza, mas com afecto faça compreender na criança o papel dos pais na educação... A criança tem o direito a ser educada correctamente, devendo imperar o bom senso dos pais evitando situações extremas de agressividade e de pieguice.
Prof. Doutor Videira do AmaralDirector da Clínica Universitária do HospitalDona Estefânia


O bebé é pouco sociável. É culpa da educação ou é feitio próprio?
Entre os 15 e os 18 meses, em plena etapa da angústia da separação, os bebés podem ser pouco sociáveis.

Perceba que há um tempo para tudo. Não seja superprotector(a) mas não force. Proteja quando isso é necessário, solte a maior parte das vezes. Estimule a curiosidade, a iniciativa, a autonomia.
Prof. Doutor Videira do AmaralDirector da Clínica Universitária do HospitalDona Estefânia


Porque é que o bebé tem pesadelos e o que se deve fazer?
Os pesadelos são bastante frequentes nas crianças, sobretudo entre os 4 e os 6 anos; costumam ser diferentes no sexo masculino (são os "maus" , os bichos horríveis, os leões, os monstros) e no sexo feminino (são as bruxas e as pessoas más...).

Muitas vezes os pesadelos coincidem no tempo com certos medos, quando estão acordados – medo dos cães, das sirenes, dos barulhos fortes. Ao fim e ao cabo, segundo os especialistas da matéria, os pesadelos traduzem o desenvolvimento de sentimentos mais agressivos de criança e coincidem com a "necessidade", durante o dia, de brincadeiras mais agressivas e de se sentirem "zangadas".

Embora muito se desconheça ainda sobre estes fenómenos, há medidas práticas que podem minimizar a repercussão sobre a criança, tentando que ela aprenda a lidar com a situação.

1 – Confortar a criança, não ridicularizando o que ela transmite.

2 – Não mostrar ansiedade perante a criança face ao sucedido.

3 – Por vezes, acordando a criança de noite, os pais terão que "fazer algum teatro" tentando por exemplo procurar no quarto o objecto do pesadelo (debaixo da cama, no armário, na gaveta), no sentido de tranquilizar a criança que chegará à conclusão de que "o perigo" já passou.

4 – É fundamental que a criança não tenha uma vida agitada quanto a horários. É importante que se deite sempre à mesma hora.

5 – Um objecto preferido da criança acompanhando-a quando se vai deitar (boneco, objecto, etc) terá efeito tranquilizante.

6 – O período que antecede a hora de ir para a cama deitar-se deve ser calmo. Deverá evitar--se que veja filmes e televisão. Por outro lado, a leitura calma de uma história (que poderá incluir um enredo de história de pesadelos com desfecho feliz) seguramente poderá tranquilizar a criança.

No entanto, se os medos nocturnos e os pesadelos surgirem com uma evolução muito rápida numa criança anteriormente bem (manifestações por exemplo: medo de se despir, de mudar de roupa, de ir à casa de banho ou até de se deitar) poderá estar em causa qualquer perturbação do comportamento que ultrapassa os limites do normal.

Neste caso, sem alarmismo, haverá que consultar um especialista de saúde mental. Mais vale prevenir!
Prof. Doutor Videira do AmaralDirector da Clínica Universitária do HospitalDona Estefânia


Deve-se castigar as crianças quando fazem asneiras? Como?
Imediatamente após um comportamento perigoso ou reprovável, puna: Ponha a sua cara de zangado(a), ralhe sem berrar, retire o bebé com suave firmeza da cena do "crime", mostre, serenamente, que é mais forte e capaz de manter uma posição.
Seja coerente com a decisão que tomou.

Todos os adultos da casa (pai/mãe/avós etc) e educadores dos infantários devem adoptar as mesmas normas e aplicá-las sempre.
Doutor Luís Januário •Pediatra Chefe de Serviço do Hospital Pediátrico de Coimbra



quarta-feira, junho 28, 2006

Perguntas frequentes à Nutricionista


Como saber se o bebé comeu o suficiente?
Todos os bebés são diferentes.
Alguns comem rapidamente, outros são mais lentos.

Deixe-se guiar pelo seu bebé. O seu bebé está a comer bem se tiver a fralda molhada mais de 5 vezes por dia e se aumentar de peso gradualmente. ´

Quando o bebé está satisfeito adormece, e quando fica com fome chora.

Com todos estes sinais a mãe pode ir vendo se o bebé está a alimentar-se o suficiente ou não.
Dra. Ana Leonor PerdigãoNutricionistaNESTLÉ Portugal


As horas das mamadas do meu bebé são muito irregulares. É normal?
Sim. Cada bebé tem as suas necessidades específicas e o seu próprio ritmo fisiológico. Por isso não deve impor-lhe horários nem duração de mamadas.
Desde que o bebé apresente um desenvolvimento adequado não há razões para se preocupar e verá que em breve ele estabelecerá um horário regular de mamadas.
No entanto, se o intervalo entre as refeições for repetidamente muito curto (inferior a 2 horas) ou muito longo consulte o seu pediatra assistente.
Dra. Ana Leonor PerdigãoNutricionistaNESTLÉ Portugal


Porquê diversificar a alimentação do bebé?
Embora o leite continue a ser um pilar da alimentação existem várias razões para lhe começar a oferecer outros alimentos:

Nutricionais – garantindo a satisfação das crescentes necessidades de alguns nutrientes como é o caso do ferro e da fibra alimentar;

Fisiológicos – é necessário ensinar o bebé a comer com a colher assim como estimular a mastigação oferecendo alimentos com texturas mais espessas;

Sócio-familiares - a diversificação alimentar é o primeiro passo para a integração familiar que, a pouco e pouco vai ajustando os seus horários e hábitos alimentares aos da família.



O que é o glúten?
O glúten é um componente de alguns cereais (trigo, centeio, cevada e aveia) que pode causar intolerância ou alergia em bebés sensíveis se for introduzido demasiado cedo na alimentação.

A situação mais grave é a doença celíaca que prejudica seriamente o crescimento, o desenvolvimento e o bem estar do bebé se não for controlada.

Papas com ou sem glúten?
É recomendável que as primeiras papas, pelo menos até aos 6 meses, sejam isentas de glúten.

Se o organismo ainda não estiver suficientemente desenvolvido este componente de alguns cereais pode desencadear reacções de intolerância, Daí que as papas CERELAC para esta etapa sejam exclusivamente preparadas com cereais naturalmente isentos de glúten, nomeadamente arroz e milho, os únicos sem glúten.
Dra Ana Leonor PerdigãoNutricionistaNESTLÉ Portugal



Posso dar boiões ao meu bebé a partir dos 4 meses?
SIM. A NESTLÉ preparou uma vasta gama de boiões, adequada a cada fase de crescimento do bebé.

Para fornecer ao seu bebé as proteínas de que ele precisa para crescer, pode optar pelo boião de Frango com Arroz.

Por sua vez, as diferentes variedades de fruta são ricas em vitaminas e minerais muito importantes para o desenvolvimento do seu bebé.

Para estimular a percepção da criança para as várias cores e sabores, propomos-lhe ainda o boião Duo Pêra e Banana em que as frutas estão separadas em duas camadas.




O que são os probióticos?
Designam-se por probióticos determinados tipos de bactérias benéficas à saúde.

Desempenham um papel determinante no equilíbrio da flora intestinal formando a nossa primeira linha de defesa contra os agentes potencialmente nocivos com que contactamos e que nos podem causar doença.

Dos probióticos conhecidos actualmetne são de destacar os bífidos pelos seus efeitos benéficos claramente comprovados.

Porque devo dar probióticos ao meu bebé?
Quando nasce o bebé é ainda muito sensível às agressões externas e tem poucas defesas contra os agentes de doença.

O leite materno contribui notavelmente para o desenvolvimento da flora intestinal com uma grande componente de bifidobactérias que ajudam o bebé a defender-se.

A partir dos 4-6 meses o bebé está mais exposto a novos ambientes e alimentos e muitas vezes deixa de ser amamentado uma vez que mãe regressa ao trabalho.

Assim, é muito importante que o leite continue a favorecer as suas defesas. NAN 2, NAN 3 E NIDINA 2 PROBIÓTICOS da NESTLÉ são enriquecidos com Bifidobactérias Bl cujos benefícios para o bebé estão cientificamente provados garantindo:

uma flora intestinal mais parecida com a dos bebés amamentados ao peito

um funcionamento intestinal mais regular

um aumento da resistência às infecções, nomeadamente intestinais
maior conforto intestinal

Dra. Ana Leonor PerdigãoNutricionistaNESTLÉ Portugal


O bebé recusa repetidamente um novo paladar?
Se após algumas tentativas espaçadas de introdução de novo sabor continue sem ter sucesso misture-o com um alimento bem aceite, inicialmente em pequenas quantidades e inverta gradualmente as proporções até à sua aceitação total.
Dra Ana Leonor PerdigãoNutricionista NESTLÉ



O seu bebé não tem o apetite habitual?
Por volta dos 11 meses o crescimento do bebé desacelera um pouco e é normal que tenha menos apetite.Avalie o seu estado geral, nomeadamente disposição e temperatura e se não encontrar alteração:- Não o obrigue a comer quando ele rejeita; - Se necessário faça refeições mais frequentes;
Se a situação se prolongar consulte o seu pediatra.

Dra Ana Leonor PerdigãoNutricionistaNESTLÉ Portugal



Conselhos para a mãe durante a amamentação

Conselhos para a mãe durante a amamentação

A amamentação é a consequência natural da gravidez. Como vimos anteriormente o organismo prepara-se para esta nobre tarefa criando reservas de gordura e quer a mãe quer o bebé beneficiam extraordinariamente com a amamentação.

A alimentação:
Depois do parto, a alimentação da recém-mamã continua a ser um factor determinante para ambos:
• Para a mãe, já que deve fornecer tudo o que o organismo necessita ajudando a recuperar saudavelmente a forma física;
• E para o bebé, uma vez que, em princípio, a mãe assegura-lhe a melhor nutrição que ele pode desejar: o leite materno.

Quando amamenta a mãe tem necessidades nutricionais e de energia superiores às do último trimestre de gravidez, um aumento na ordem das 500 kcal por dia.
Por tudo isto, os cuidados com a alimentação deverão continuar durante este período garantindo o fornecimento adequado de energia, proteínas, cálcio e vitaminas. Também o funcionamento intestinal deve ser estimulado a voltar ao normal com a ingestão de fibras e água em abundância.
O leite e derivados, a carne, peixe e ovos, a fruta, os legumes e os cereais deverão continuar a marcar presença no dia-a-dia alimentar da mãe.
Dado que amamentar representa uma importante perda de água, convém também ingerir muitos líquidos (2 a 2,5 litros diários).

Prevenção da alergia alimentar no bebé:
A imaturidade fisiológica do bebé nos primeiros meses de vida bem como a existência de antecedentes familiares alérgicos, aumentam consideravelmente o risco de alergia do bebé.
Nesses casos pode ser necessário que a mãe limite a ingestão de determinados alimentos com potencial alérgico, como o leite de vaca, os citrinos, os ovos ou os frutos secos, uma vez que pode haver uma sensibilização do bebé através do leite materno. Deve consultar o seu médico assitente.

Se há alguma coisa que não deve utilizar são os medicamentos. Se auto-medicar-se é sempre um risco, agora num momento tão delicado de comunhão directa com o seu filho, constituiria uma imprudência ainda maior. De facto, não é aconselhável tomar outros medicamentos para além daqueles que o médico lhe receite.

Alimentos a evitar:
Determinadas substâncias presentes na alimentação materna podem passar para o leite e chegar dessa forma ao bebé. O álcool e a cafeína têm essa capacidade e têm de ser evitados durante a amamentação.

Os cuidados com o peito:
Os seios da mãe requerem muitos cuidados. Além da higiene normal, na qual se deverá usar um sabonete pouco perfumado, no momento de dar o peito deve lavar cuidadosamente os mamilos e as auréolas com uma gaze embebida em água fervida e morna.
Depois da mamada deve repetir a operação e uma vez secos os mamilos, devem cobrir-se com uma gaze esterilizada ou um disco protector. Para evitar a eventual aparição de gretas poderá aplicar um creme protector.
De igual modo, dado o aumento de volume dos seios durante a amamentação, devem ser usados soutiens que se adaptem perfeitamente e reduzam a tensão tanto da pele como dos músculos do peito.

Posição correcta:
A posição da mãe durante o acto de amamentar é muito importante quer para que o bebé mame sem dificuldades quer para evitar desconforto para a mãe, nomeadamente dores nas costas.
A posição mais confortável é sentada numa cadeira ou sofá cómodos, com os pés apoiados num plano ligeiramente elevado e as costas bem apoiadas. Excepcionalmente poderá amamentar deitada, de lado com o bebé apoiado numa almofada. À medida que vai conhecendo o seu bebé a mãe encontrará com certeza a posição que mais convém a ambos.



O regresso a casa

O regresso a casa

A chegada do bebé a casa é sempre um motivo de muita felicidade. Assim se concluem nove longos meses de espera e de ilusões iniciando-se também uma nova etapa na vida. Mesmo se já se teve outros filhos, cada um deles representa um acontecimento que enche de alegria e ternura todos quantos o rodeiam. É muito importante que tenha uma recepção calorosa e acolhedora.

A integração de um novo ser na rotina doméstica provoca alterações substanciais. Nas primeiras semanas, é normal que se sinta um pouco desorientada pela balbúrdia que reina em toda a casa, o choro do recém-nascido, e os conselhos que receberá de outras mães e amigas; sem dúvida, antes que se dê conta, o bebé tornou-se um membro da família, plenamente integrado no seu mundo e que fará as delícias de todos.
Uma das maiores alegrias que o bebé proporciona aos seus pais é a oportunidade de observarem os grandes avanços e progressos que, como ser humano, realiza no seu primeiro ano de existência. É assombroso, quase um milagre, como em tão pouco tempo pode passar a assimilar tudo o que se passa à sua volta, pega em objectos, brinca, reconhece a sua mãe, relaciona-se afectivamente, gatinha e anda, numa progressiva conquista da sua própria independência.

Um requisito que intervém decisivamente na formação de uma criança é, evidentemente, a sua saúde. Cabe-lhe a si zelar por ela, embora deva fazê-lo não com a inquietação ou insegurança que muitas vezes afecta as mulheres que são mães pela primeira vez, mas sim com a confiança proporcionada pelo conhecimento.
Para isso é importante ter o médico do seu filho que estará sempre apto a ajudá-la a compreender a que a saúde de um bebé assenta na relação entre as suas necessidades físicas e o seu bem estar emocional. Seria inútil tratar de uma sem tentar atender à outra. Nada melhor do que o carinho, manifestar-lhe um amor intenso, através da voz e das palavras, pelas carícias, e o contacto. Trata-se, portanto, de prolongar essas ligações tão íntimas que uniram a mãe ao filho durante os nove meses de gravidez.

Para que uma criança cresça física e mentalmente, tem que alimentar-se adequadamente. Desde a primeira mamada até à introdução de uma dieta variada passam vários meses, durante os quais a criança se habitua, quase sem dar por isso, a diferentes sabores e texturas, com a consequente transformação do seu corpo e das suas capacidades. Esta é a melhor recompensa para a dedicação e a paciência que lhe consagraram a sua mãe e o seu pai ao darem-lhe de comer.

Durante o aleitamento a mãe necessita de beber muito líquidos e de comer frequentemente.

É muito importante que a mãe tenha uma recepção calorosa e acolhedora quando chegar a casa. O seu marido deve encarregar-se disso.



Os tipos de parto

Os tipos de parto

Habitualmente os partos dão-se entre as 38 e 40 semanas. Por vezes, há situações em que ocorrem antes das 37 semanas e são “Partos Pré-termo” ou Pós-termo quando atinge as 42 semanas. Uma vigilância pré-natal é importante para prevenir estas situações.

Grande maioria dos partos termina, segundo se diz, “normal”. Acontece em algumas situações haver necessidade de ajudas ou de outras técnicas, o que muitas vezes assusta e angustia a mãe. Estas situações serão comunicadas à mãe e explicado o motivo. Partos por via vaginal podem ser ajudados com forceps ou ventosa mediante indicações, condições, regras previamente conhecidas e sempre no período expulsivo, o que pressupõe dilatação completa do colo.

Assim:
• O sofrimento fetal agudo com necessidade rápida de nascer.
• O feto tem dificuldades em rodar a cabeça.
• À mãe a quem estão contra-indicados esforços expulsivos ou a sua colaboração é deficiente.
• Às vezes há necessidade de recurso à cesariana. Serão casos bem identificados, estudados e personalizados.

A determinação da idade da sua gravidez é um ponto muito importante, porque pode acontecer o período destinado para o nascimento, ser ultrapassado e haver necessidade de o parto ser “desencadeado”, querendo isto dizer, serem provocadas as dores.

Não fique ansiosa e nem tenha medo porque tudo deverá decorrer como num parto iniciado espontaneamente. Todas as fases do trabalho de parto, a intensidade das dores, a sua evolução serão respeitadas. A paciência e a colaboração materna, bem assim dos familiares, são importantes e fundamentais.

É um momento único de inegável beleza e realização para a mãe. Uma recordação que vai acompanhar a vida toda.

É o culminar de uma espera de 9 meses e o começo de um novo ciclo que se quer repleto de momentos especiais!

Na descoberta de um recém-nascido tudo nos maravilha e preocupa: o seu cabelo macio, as suas orelhas delicadas, as mãos pequenas quase transparentes, com os dedos e as unhas perfeitamente formados. Também o edico quer fazer uma exploração do bebé e assegura-se de que começa a sua caminhada com o pé direito.

O primeiro exame:
O primeiro reconhecimento feito pelo pediatra, além de pesar e de medir o bebé, chama-se “test de APGAR” e serve para determinar a sua vitalidade geral. Ao longo do internamento os reflexos do recém-nascido serão objecto de um exame mais minucioso.



O parto

O parto

Perante uma gravidez de “evolução normal” tudo leva a crer que será um parto normal, sem esquecer que podem ocorrer situações durante o trabalho de parto que desviem o caminho inicialmente traçado.

O trabalho de parto é um conjunto de modificações ao nível do útero, que se traduzem por dores, podendo ser lombares ou abdominais, intermitentes, cuja intensidade varia segundo a fase de dilatação e da capacidade de tolerância à dor própria de cada grávida. O tempo é igualmente variável, diminuindo em princípio, com o número de partos anteriores.

Ele vai-se processar em quatro fases, período durante o qual toda a atenção da equipe está concentrada na mãe e no feto, valorizando todo o processo, normalmente através de aparelhos, que por vezes são incómodos, mas necessários.

• 1ª fase – Dilatação até 5 cm em que as contracções são ainda pouco intensas, mais espaçadas e normalmente a fase mais demorada; se não houver nenhuma contra indicação, a mãe poderá passear ou estar sentada.

• 2ª fase – Até dilatação completa – 10 cm, normalmente em metade do tempo da 1ª fase.

• 3ª fase – Período expulsivo – cerca de 30 minutos, dependendo do acompanhamento da descida do feto e de se tratar do 1º parto ou não. O útero vai contrair no máximo da sua capacidade e é este o momento mais importante da colaboração activa da mãe para o parto..
Este é o momento único – O NASCIMENTO

O médico e a enfermeira presentes prestarão os cuidados imediatos ao seu bebé, como limpar a boca, aspirar as secreções das vias respiratórias para facilitar o choro e a respiração, laquear o cordão umbilical. Se tudo estiver bem, peça à enfermeira que lhe coloque o bebé ainda nu sobre a sua barriga. O seu calor será a continuação da bela relação já existente entre os dois e na descoberta do seu bebé, tudo a vai maravilhar: o seu cabelo macio, as suas orelhas delicadas, as pequeninas mãos e um sem fim de descobertas...

A partir de então o médico Neonatologista irá cuidar dele, fazer os primeiros exames, pesá-lo. Habitualmente ao nascer não faz o 1º banho a fim de evitar arrefecimento, embora o ambiente esteja habitualmente aquecido. Os cuidados pós nascimento irão continuar durante o período do internamento.

Por vezes há necessidade do seu bebé ser levado para a Unidade de Cuidados Intensivos do Recém-Nascido, por ser prematuro ou ser portador de algum problema que exija cuidados especiais. Mantenha-se calma porque será informada da situação e terá todo o apoio do pessoal da unidade.

• 4ª fase – Dequitadura ou seja saída da placenta – cerca de 20 a 60 min. Após o nascimento. A maior parte das vezes é necessário cortar a região do períneo para aumentar o espaço e facilitar a saída do feto. Não tenha medo porque normalmente esse acto médico é antecedido de anestesia, o que geralmente evita dores. A sua sutura e cicatrização são simples, embora por vezes cause algum incómodo. Mas se não for feita, poderá trazer mais tarde algumas complicações.

Presentemente a maior parte das Maternidades têm possibilidades de o parto se realizar praticamente sem dor mediante a Analgesia Epidural. Como qualquer acto médico exige ponderação, de modo a que a sua aplicação cumpra os requisitos exigidos. Assim sendo, se possível, antes do trabalho de parto, deverá conversar com o seu médico assistente que lhe poderá dar algumas informações ou orientá-la para uma consulta com o médico anestesista. Caso contrário, ao chegar à maternidade informe-se da sua presença e solicite a informação que necessita para a sua decisão a analgesia.

Para o seu bem, não traga ideias formadas por indicação de alguém que não tenha conhecimentos. Cada pessoa é um caso e não se transmite.



Os dias antes do nascimento

Os dias antes do nascimento

Deve ter escolhido a Maternidade que deseja como local para o nascimento do seu filho calmamente, decidida, pesando as vantagens e inconvenientes e sobretudo que lhe inspire confiança, possuidora do mínimo de condições para avaliação do seu bem-estar e do seu filho. O parto em casa, embora com a vantagem inegável da futura mãe estar no ambiente mais familiar e caloroso, tem grandes inconvenientes sobretudo na capacidade de resoluções de problemas médicos que porventura possam surgir.

E como saber que o trabalho de parto está a começar?
Não é fácil perceber a proximidade do trabalho de parto, uma vez que os sinais variam muito de grávida para grávida e de gravidez para gravidez.

Nas últimas semanas de gravidez, é habitual surgirem contracções uterinas (que se traduzem por um endurecimento) irregulares, espaçadas, com algum desconforto que podem durar dias, o que leva a um certo nervosismo e ansiedade de grávida e faz procurar a Maternidade, como por exemplo:

• Contracções uterinas ritmadas e dolorosas, inicialmente fracas, mas que vão aumentando de intensidade e cada vez mais frequentes.
• Rotura das membranas (“saco das águas”) que pode ser repentina ou lentamente, sem qualquer outro sinal e que se traduz numa perda de líquido sempre constante.
• Expulsão do rolhão mucoso (mais conhecido como “sinal de parto”).
• Perdas sanguíneas vaginais.
• Diminuição dos movimentos do feto (menos de 10 movimentos ao dia).

Deverá ter preparado tudo o que é necessário tanto para o bebé como para si, (segundo as orientações que a enfermeira que a acompanhou durante a gravidez lhe deu), os contactos do seu médico, sua maternidade, o acompanhante e não se esqueça do BOLETIM DA GRÁVIDA que é o Bilhete de Identidade da sua gravidez e do seu filho.

E finalmente é o culminar de 9 meses de espera. O grande dia aproxima-se e a sua curiosidade aumenta!

É um momento de inegável beleza e realização para a mãe. Uma recordação que irá acompanhá-la para toda a vida. É o começo de um novo ciclo que se quer repleto de momentos especiais!

Por isso, mantenha-se confiante e sem medos. A sua colaboração é fundamental para um trabalho de parto calmo. Vai encontrar uma equipe pronta a ajudá-la, constituída por médicos obstetras, neonatologistas (médicos pediatras dedicados aos bebés), anestesistas, enfermeiras especialistas em partos, enfim, todo um conjunto de profissionais.

É fundamental a presença do seu marido que vai continuar neste momento o papel determinante de apoio e incentivo, iniciado já durante toda a gravidez. Contudo, deve ser uma decisão conjunta, uma preparação prévia da parte do pai. A Lei Portuguesa permite o acompanhamento do pai durante o trabalho de parto, salvo em situações contra indicadas pelo médico que assiste ao parto.



Evolução do bebé durante a gravidez

Evolução do bebé durante a gravidez

A futura mamã tem o privilégio de ter dentro de si um novo ser a desenvolver-se. São 9 meses intensos que se revestem de momentos únicos.

É durante os 9 meses de gravidez que o bebé ganha forma e acontece o milagre da vida. Uma pequena célula desenvolve-se dentro do útero da mãe ao qual está ligado pela placenta, órgão fundamental no seu desenvolvimento, pois é através dos seus vasos, do seu cordão umbilical, que vai chegar tudo quanto lhe é necessário. A completar o seu ambiente, o feto vive no meio líquido chamado “Líquido Amniótico”, fonte de informação, de avaliação do seu bem estar e de protecção, até ao nascimento.


Acompanhe esse desenvolvimento passo-a-passo…

No 1º mês (5/6 Semanas)
Ao fim do 1º mês, o seu bebé mede 4-5 mm, pesa menos de 1g e tem o nome de embrião.
A cabeça já se destaca do tronco e podem-se distinguir o esboço dos olhos, das orelhas e da boca, assim como do estômago, do fígado, do pâncreas, dos pulmões, do intestino e do sistema urinário.
Um coração rudimentar começa a bater por volta do 25º dia, fazendo circular o sangue no embrião através de um sistema provisório e autónomo.

No 2º mês
O embrião já tem aparência humana, mede 30 mm e pesa de 2 a 8 g. Os olhos, a boca, as fossas nasais e os outros órgãos formam-se. A cabeça ganha dimensão e os membros desenvolvem-se.
O embrião já começa a mexer os braços e as pernas. O cordão umbilical permite a passagem do sangue da placenta para o bebé, transportando energia e oxigénio.
As estruturas principais do futuro bebé estão no seu lugar e a funcionar.

No 3º mês
O embrião passa a chamar-se feto, mede entre 80 e 100 mm (cabeça - nádegas) e pesa entre 40 e 45g.
A sua cabeça, que constitui metade do seu comprimento total e um terço do seu volume, endireita-se e a face toma um aspecto mais humano. As cordas vocais constituem-se, os braços e as pernas estendem-se e as unhas dos pés aparecem.
Os órgãos genitais externos estão completamente diferenciados, apesar de às vezes não serem visíveis na ecografia.
Os órgãos do sistema digestivo desenvolvem-se mais. O feto abre e fecha a boca para engolir quantidades consideráveis de líquido amniótico.
O coração já se ouve perfeitamente através de ultra-sons e manifestam-se movimentos respiratórios esporádicos.

No 4º mês (20 Semanas)
O seu bebé já mede 15 cm e pesa 240g. Nesta fase, através de uma ecografia, já é possível saber se é menino ou menina.

O corpo do bebé cobre-se de uma espécie de pilosidade, formando na cabeça uma cabeleira provisória.
Os globos oculares executam movimentos lentos e esporádicos. O coração do bebé está no lugar definitivo e bate muito depressa (120 pulsações / minuto).
O bebé navega no líquido amniótico, chupa nos dedos e muda rapidamente de posição.

No 5º mês (24 Semanas)
O feto começa a tomar formas definitivas. Mede 30 cm da cabeça aos pés e pesa 600g.
A pele é vermelha e o corpo dá a sensação de ser muito magro, por ainda não possuir a reserva de gordura subcutânea.
Aparecem as impressões digitais e treina os movimentos respiratórios. Forma-se a parte mais evoluída do cérebro e os alvéolos pulmonares.

No 6º mês (28 Semanas)
Mede entre 30 e 35 cm e pesa de 1000 a 1200g. Já se apercebe da luz, ouve os sons e abre os olhos.
Começa a "exercitar" os músculos, cerrando os punhos e mexendo-se imenso todos os dias.
Possui todos os órgãos necessários à vida e engole 3 a 4 litros de líquido amniótico.

No 7º mês (32 Semanas)
O bebé mede cerca de 40 cm e pesa cerca de 1700g.
Começa a ficar rechonchudo e os seus olhos abrem e fecham, apesar de não verem mais que a obscuridade.
Os cabelos tornam-se mais abundantes e a sua pele enrugada.
Os 5 sentidos estão bastante apurados e o bebé não está mais do que 1 hora sem se mexer.

No 8º mês (36 Semanas)
O bebé aumenta consideravelmente de peso, cerca de 800g, ficando com aproximadamente 2,5kg e com 45 a 47 cm de comprimento.
Este aumento de peso corresponde a um confortável panículo adiposo destinado a protegê-lo do frio após o nascimento.

No 9º mês (40 Semanas)
No decorrer deste mês, o bebé aumenta todos os dias mais de 30g, pesa em média 3,3kg e mede 50 cm.
O espaço no útero já é reduzido e o seu crescimento é muito mais lento.
O seu crânio ainda não está completamente solidificado, podendo inclusivamente mudar de forma durante o parto.
Assemelha-se bastante ao recém-nascido que vai ser, estando já pronto para o grande acontecimento.



Em forma e beleza durante a gravidez

Em forma e beleza durante a gravidez

Especialmente durante a gravidez, é muito importante que a futura mamã se sinta bem consigo e com o seu corpo.
Deve beber bastante água para estimular o metabolismo e tratar muito bem da pele, que se deve tornar mais elástica e livre de impurezas. Massajar o corpo com um óleo ou um creme hidratante vai fazer maravilhas.

A aplicação diária de uma loção no rosto e no pescoço também deve fazer parte dos cuidados diários.

O corpo da futura mamã vai mudar consideravelmente, pelo que é essencial começar por aceitar bem essas mudanças, sentindo-se bela e resplandecente. Um pouco de psicologia e desporto vão ser uma ajuda preciosa.
Prepare-se física e psicologicamente...

O medo da dor que o parto provoca é um exemplo daquilo que pode perturbar psicologicamente a grávida.

É essencial que a futura mamã saiba pormenorizadamente tudo o que se vai passar durante a gravidez e na altura do nascimento.

Se estiver bem informada, não se vai surpreender nem assustar com nada, e vai aprender a antecipar reacções.

Tudo isto lhe vai trazer muita confiança e tranquilidade.

A prática regular de exercício físico promete um período de gestação repleto de bem-estar e um parto mais tranquilo.

Os exercícios melhoram a circulação sanguínea, relaxam, aumentam a capacidade pulmonar e garantem energia extra à futura mamã.

A Ginástica Pré-Natal
O parto é, nem mais nem menos, um trabalho muscular. O útero é um músculo oco que contém o feto e se desenvolve junto com ele. O seu colo, fechado por causa da gravidez, abre-se no momento chave devido às contracções do músculo uterino. Portanto, é necessária uma boa preparação física para facilitar o parto e torná-lo menos doloroso.

É opinião consensual entre os médicos e profissionais de educação física que as mulheres que praticam exercício físico durante a gravidez têm trabalho de parto mais rápido, suportam melhor as contracções. Se antes de engravidar já era adepta de actividades desportivas procure manter esse hábito, no entanto modere o seu ritmo e avalie com o seu professor ou monitor o conjunto de exercícios que melhor se adeqúe ao seu novo estado. Se nunca fez ginástica, então esta é uma boa altura começar. Contudo, antes de se iniciar converse com o seu médico a fim de avaliarem a sua condição física excluírem a hipótese de a sua gravidez ser de risco.

Exercício: 9 razões
• A ginástica e os desportos fazem maravilhas pela futura mamã. Actuam fundamentalmente no sistema cardiovascular da grávida, que nesse período tem um volume muito maior de sangue em circulação, e a ajudam na oxigenação das células.

• Além de melhorar a circulação, a ginástica proporciona um estado de relaxamento que é fundamental nesta fase. O organismo está a ser submetido constantemente a situações naturais de stress e as emoções.

• Ao fazer exercício, você vai adquirindo uma maior percepção do seu próprio corpo. Essa consciência faz com que compreenda melhor todas as transformações que estão a ocorrer consigo, se sinta mais segura e esteja mais preparada para o parto.

• A ginástica, quando é praticada com frequência, ajuda a queimar calorias e, consequentemente, impede que engorde muito além do necessário.

• O corpo em movimento garante um melhor funcionamento dos intestinos, que durante o período da gravidez e no pós-parto, costumam ficar “preguiçosos”.

• Outro benefício: exercícios constantes aumentam a sua capacidade pulmonar e também a ajudam a controlar o ritmo da respiração.

• A ginástica fortalece os músculos das pernas e da barriga, favorece o bom posicionamento da coluna e ajuda a suportar melhor o peso do bebé.

• Com a musculatura fortalecida, o seu desempenho no momento da expulsão do bebé durante o trabalho de parto será certamente melhor. A recuperação pós-parto também é muito mais rápida numa mulher que tenha praticado exercício físico durante a gravidez.

• Exercícios constantes dão uma maior flexibilidade ao corpo e também contribuem com uma dose de energia extra. A boa forma física deve ser uma meta alcançar por todas as futuras mamãs. Afinal, quando o bebé nascer, ela vai precisar de forças para enfrentar os primeiros meses.

• Os exercícios de respiração e relaxamento, bem como os exercícios de solo para a bacia, reforçam os músculos que vão estar implicados no parto.

É, por isso, aconselhável a participação num curso de preparação para o parto.
exercício físico é sempre saudável, para o corpo e para o espírito.

Ficam aqui algumas sugestões de desportos que se podem praticar durante a gravidez e outros a evitar.

Quais os desportos a praticar?
• Natação
• Passeios a pé
• Jogging (sem esforçar)
• Andar de bicicleta (em terreno plano e a um ritmo moderado)

Quais os desportos a evitar?
• Ski
• Desportos de combate (judo, karaté...)
• Ténis
• Equitação
• Aeróbica
• Desportos onde exista risco de queda



Alimentação da mãe durante a gravidez

Alimentação da mãe durante a gravidez

A alimentação é um dos factores que mais influencia o nosso estado de saúde e essa influência começa muito antes do nascimento. Isto significa que a alimentação durante a gravidez é da maior importância não só para a grávida mas também para o futuro bebé. É afinal daí que provêm as matérias primas para a formação do novo ser.
Comer bem não é comer por dois; é sim comer duas vezes melhor.

Como deverá ser distribuído o aumento de peso ao longo da gravidez?

Este aumento de peso é muito discreto nos primeiros meses acentuando-se no último trimestre.
Durante os primeiros 4 meses – cerca de 1,5 - 2 kg
5º e 6º mês – 3 kg
Ú ltimo trimestre – 6 kg

Esta situação reflecte o desenvolvimento do bebé que evolui lentamente no início, ganhando depois peso de uma forma muito mais acentuada:
À s 10 semanas pesa cerca de 5 g
À s 30 semanas pesa cerca de 1,5 kg (aumento de 300 vezes!)
À s 40 semanas pesa em média cerca de 3,5 kg

O acréscimo de peso no final da gravidez resulta da soma dos seguintes factores:
Peso do bebé – 3,5 kg (em média)
Placenta, líquido amniótico e outras alterações fisiológicas – 4 kg
Gordura de reserva (destinada à amamentação) – 3,5 kg

Um aumento excessivo de peso não significa necessariamente um bebé maior e pode mesmo trazer inconvenientes para o trabalho de parto e para a própria saúde de ambos, significando ainda uma maior dificuldade de recuperação do peso anterior à gravidez.
Por outro lado, um aumento deficiente de peso pode interferir no normal desenvolvimento do bebé aumentando o risco de prematuridade e de bebés com muito baixo peso.
É importante referir ainda que a gravidez não é uma boa altura para corrigir problemas de peso. Mulheres com excesso de peso não deverão “fazer dieta” para emagrecer durante a gravidez, mas sim controlar aumentos excessivos de peso.

E as necessidades nutricionais...
A grávida tem maiores necessidades de todos os nutrientes, de uma forma geral. Continua a necessitar de nutrientes para si mesma e paralelamente para garantir a formação e o desenvolvimento saudáveis do seu bebé.

A alimentação durante a gravidez deve ser variada, em pequenas fracções, ter na sua composição todos os alimentos que constituem a RODA DOS ALIMENTOS.

As vitaminas
O ácido fólico é uma vitamina presente nas folhas verdes, nas carnes, e em especial nos cereais enriquecidos. A sua importância é grande na prevenção de algumas malformações do feto, pelo que deve ser administrado ainda antes da gravidez. É uma das vitaminas cujas necessidades mais aumentam durante este período.

A vitamina C é essencial para o bom aproveitamento do ferro ajudando a prevenir a anemia. Está presente nos frutos, especialmente nos citrinos e no kiwi.

A vitamina D é importante para a absorção e fixação do cálcio nos ossos da grávida e adicionalmente para a formação do esqueleto e dos próprios esboços dentários do bebé. Está presente nos produtos lácteos gordos ou meio gordos ou magros enriquecidos.

A água e a fibra
Por razões diversas a obstipação é muito frequente durante a gravidez. Para a prevenir é essencial uma ingestão adequada de fibra alimentar, presente nos legumes, frutos e cereais pouco refinados.
Simultaneamente é indispensável beber cerca de 2 litros de água por dia. Os sumos de fruta naturais e preparados no momento são também excelentes.

Os minerais
O ferro é um componente dos glóbulos vermelhos do sangue que tem a função de transportar o oxigénio a todas as células e a sua carência resulta em anemia. A grávida tem necessidades acrescidas de ferro uma vez que, para além das suas próprias necessidades está a formar os glóbulos vermelhos do bebé. Para além da ingestão alimentar de ferro presente nomeadamente nas carnes vermelhas, é frequente dar-se como suplemento.

O cálcio é o constituinte mais importante dos ossos e dentes. Para evitar o enfraquecimento dos seus próprios ossos a grávida deve ingerir alimentos ricos neste mineral como é o caso dos lacticínios. Deve no entanto assegurar-se da sua qualidade e de que são pasteurizados, nomeadamente o queijo fresco e o requeijão.

Como compor a alimentação diária?
A alimentação deve (continuar a) ser variada e contemplar alimentos de todos os grupos da Roda dos Alimentos:

Os legumes e a fruta (grupo V) são essenciais pela sua riqueza em vitaminas, fibra alimentar e água e simultaneamente baixo valor calórico. Tenha especial atenção aos legumes crus que devem ser muito bem lavados. Fora de casa pode ser preferível optar pelos legumes cozinhados em vez das saladas, dada o possibilidade de transmissão de algumas doenças.

Os cereais e derivados (grupo IV), são importantes como fonte de energia, glícidos complexos, fibra alimentar, vitaminas e minerais. Neste grupo deve preferir alimentos pouco refinados por serem mais ricos em fibra, vitaminas e minerais, por exemplo o pão de mistura é preferível ao pão branco. Os cereais de pequeno almoço são igualmente uma excelente opção, ricos em fibra, minerais e vitaminas, nomeadamente ácido fólico. Ajudando também ao bom funcionamento intestinal, mantêm uma sensação de saciedade mais duradoura.

Os lacticínios (grupo I) são excelentes fontes de cálcio, proteínas e vitaminas. A grávida deve beber diariamente entre 500 e 750 ml de leite ou equivalentes. O iogurte, para além dos benefícios do leite como a sua riqueza em cálcio e em diversas vitaminas tem a vantagem de ser de digestão muito fácil e ajudar a um bom funcionamento intestinal. Opte por lacticínios meio gordos ou magros mas enriquecidos, nomeadamente em vitaminas.

Queijos: no caso do queijo fresco assegure-se de que é pasteurizado e verifique as condições de higiene em que é vendido. Dos restantes queijos escolha os menos gordos e com menos sal.

As carnes e o peixe (grupo II) são fontes de proteínas por excelência e diversas vitaminas. As carnes são igualmente uma fonte de ferro por excelência. O peixe é rico em gorduras polinsaturadas e em ácidos gordos essenciais, de extrema importância para o desenvolvimento do cérebro da visão do bebé, essencialmente durante o último trimestre de gravidez.

As gorduras são muito importantes mas estão presentes em praticamente todos os restantes alimentos o que justifica as pequenas dimensões do grupo III. A sua qualidade é particularmente importante neste período: as gorduras de origem vegetal como o azeite são boas fontes de ácidos gordos essenciais e de preferência devem ser utilizadas em cru para não perderem as suas qualidades. Para cozinhar o azeite continua a ser a melhor escolha embora deva ser o menos aquecido possível.


O que deve privilegiar?

• Frutas e legumes (muito bem lavados ou cozinhados)
• Cereais (privilegiando os mais ricos em fibra)
• Lacticínios (500 – 750 ml de leite ou equivalentes /dia, por exemplo iogurtes
• Um consumo regular de peixe (idealmente 1 refeição/dia)
• Água (pelo menos 2 litros/dia)
• Refeições regulares (com intervalos de 3 a 3,5 horas)
• Comer devagar mastigando bem os alimentos
• Exercício físico adaptado ( por ex. andar a pé)

O que deve evitar?

• Gorduras, principalmente aquecidas (ex. fritos e refogados)
• Açúcar e doces em geral (reservados para ocasiões especiais)
• Sal e produtos salgados (ex. charcutarias, snacks)
• Álcool, café e outras bebidas estimulantes (evitar os refrigerantes e gaseificadas)
• Carnes mal passadas e legumes crus mal lavados. Eles podem ser fontes de transmissão de doenças
• Intervalos longos entre as refeições

Como evitar a obstipação?
A obstipação (prisão de ventre) é um problema muito comum durante a gravidez, com tendência a agravar-se ao longo deste período. Pelas alterações hormonais próprias da gravidez e pela pressão que o útero em crescimento vai exercendo sobre o intestino é frequente surgir dificuldade no funcionamento intestinal. Para evitar esta situação é importante:
Beber muita água ao longo do dia (2 l)
Consumir diariamente fruta, legumes e cereais ricos em fibra;
Fazer exercício físico regularmente

Como lidar com as naúseas e vómitos?
As naúseas e vómitos são bastantes frequentes no primeiro trimestre de gravidez embora por vezes se prolonguem até mais tarde. Para lidar com este incómodo é conveniente:

• Comer várias vezes ao dia e pouco de cada vez;
• Evitar refeições com muita gordura;
• Beber muita água em pequenas quantidades de cada vez;
• Comer alimentos secos como tostas ou bolachas de água e sal que ajuda a aliviar as naúseas


Tomar medicamentos sem conselho médico é sempre uma atitude de risco mas durante a geavidez há mais alguém a sofrer as consequências. Não tome qualquer medicamento sem consultar o seu médico.

VIDA DIÁRIA: Rodeie-se de um clima de tranquilidade durante toda a gravidez. Evite discussões e procure descansar bastante longe do barulho, escutando música relaxante. Lembre-se que o bebé ouve os sons exteriores a partir dos 5 meses, e proporcionar-lhe esses momentos de harmonia é, sem dúvida, benéfico para ele.

VIDA LABORAL: Outra boa medida para manter o bom ânimo é continuar a fazer a vida normal. Às mulheres trabalhadoras a continuidade da sua vida laboral proporciona-lhes confiança e estabilidade tendo em conta as situações em que o repouso seja indicado pelo médico, ou que o cansaço físico dificultem a sua actividade.

O BEM-ESTAR EMOCIONAL
Não podemos falar da saúde corporal sem referir o equilíbrio emocional. A maternidade é, sem dúvida, umas das experiências mais maravilhosas e enriquecedoras que uma mulher pode viver. Contudo, da mesma forma que aparecem sentimentos de ternura, também surgem receios, temores e até uma certa hostilidade face ao novo estado, que a tornam confusa. Deve recordar-se que todas estas alterações são um reflexo de intensas secreções hormonais, que provocam na grávida uma maior instabilidade emocional. Por outro lado, é normal que uma pessoa adulta se interrogue a si mesma sobre a sua capacidade para assumir a responsabilidade de ser mãe. Tente ultrapassar estas questões, falando com o seu médico e se necessário poderá ter apoio de um Psicólogo: sentir-se-á melhor e o bebé será o primeiro a beneficiar.

Os cereais NESTLÉ FITNESS são preparados à base de trigo integral e arroz, ricos em fibras, vitaminas como o ácido fólico e minerais nomeadamente ferro e cálcio. Constituem uma excelente opção para o pequeno almoço promovendo uma boa saúde e ajudando ao bom funcionamento intestinal.

NESTLÉ FITNESS & FRUITS alia a riqueza dos cereais ao sabor da fruta. Rico em fibras, vitaminas e minerais constitui um pequeno almoço delicioso e de elevado valor nutricional.

Pela sua extraordinária riqueza em fibras NESTLÉ FIBRE 1 é excelente na regularização do funcionamento intestinal e é igualmente enriquecido em vitaminas e minerais.

O gama de iogurtes NESTLÉ Bifidus tem ainda a vantagem adicional de ajudar ao equilíbrio da flora intestinal promovendo graças à acção dos bifidus, à sua riqueza em fibra, sendo ainda enriquecido em cálcio.

O iogurte Longa Vida Natural da NESTLÉ é rico em cálcio, de baixo valor calórico e de fácil digestão constituindo também uma boa opção para ingerir lacticínios.



Cuidados especiais durante a Gravidez

Cuidados especiais
• COLUNA VERTEBRAL: Deve combater a tendência natural de dobrar as costas para a frente quando aumentar o peso do abdómen porque ao fazê-lo vai forçar a coluna vertebral.

• HIGIENE: É um factor muito importante pois tem uma relação directa com a saúde. Seis semanas antes do parto recomenda-se substituir o banho pelo duche para evitar possíveis infecções.

• EDEMAS: A retenção de líquidos pode ser responsável pelos inchaços e para os prevenir, deve evitar permanecer de pé parada e deve beber muita água.

• VARIZES: As varizes podem-se evitar dando grandes e calmos passeios, que activarão a circulação do sangue. Repousar com as pernas para cima também alivia bastante.

• CÁRIES: Outra medida muito aconselhável é ir ao dentista, visto que os dentes requerem um controlo exaustivo durante a gravidez. Não tenha receio de tratar os dentes.

• CANSAÇO E INSÓNIAS: motivado pela falta de ferro nos glóbulos vermelhos e pelo excesso de peso que o organismo suporta, o cansaço aparece sempre numa mulher grávida. Paradoxalmente, o cansaço da gravidez, sobretudo a partir do 7º mês, impede o sono em vez de o favorecer.

• SONO: deve dormir pelo menos 8 horas; a falta de sono vai reflectir-se no seu estado geral.

• PESO E ALIMENTAÇÃO: o seu aumento de peso deverá ser cerca de 20% do habitual.



Sinais de perigo durante a gravidez

Sinais de perigo durante a gravidez

Durante todo o período da gestação, ocorrem mudanças significativas no corpo e no estado de espírito da futura mãe. Devido a acções hormonais, a gestante fica muito mais sensível, e ligar para o obstetra várias vezes por semana é comum.

Mas conforme a gestação vai evoluindo, o desconforto tende a diminuir e a gestante volta a sentir muita energia. Muitas gestantes então, param de ligar para seus médicos e começam a ter uma vida mais activa.

Em alguns casos, elas preferem tentar resolver os problemas sozinhas a "incomodar" seus obstetras.
Esse é um erro fatal. O obstetra é um médico preparado e acostumado a identificar tantos problemas simples como graves, e infelizmente alguns casos GRAVES começam de maneira bem SIMPLES.

Por isso é importante comparecer a todas as consultas do pré-natal e estar sempre em contacto com seu obstetra.

Existe porém, alguns sinais de perigo que devem ser relatados IMEDIATAMENTE ao médico, confira:

* Sangramentos vaginais em qualquer época da gestação. Se houver uma hemorragia indolor, dirija-se imediatamente ao hospital (pode ser um caso de placenta prévia ou descolamento da placenta), de lá ligue para o seu médico.

* Inchaço no rosto e nos olhos, principalmente se for de um dia para o outro, ou em poucas horas. A inchação das pernas e tornozelos é normal durante a gestação, mas se pela manhã seus tornozelos permanecem inchados, comunique ao seu médico.

* Forte dor abdominal, especialmente se for constante, não importa o local ou o tempo de gestação. É mais séria se estiver associada a náuseas, vómitos. E menos séria se estiver acompanhada de repentinos ataques de diarreia.

* Temperatura acima de 39C, principalmente se estiver associada a tremores.

* Ardência na hora da fazer xixi, ou ao terminar.

* Ruptura da "bolsa" com perda de líquido. É um sinal evidente de que chegou a hora do parto. Se o bebé estiver em uma posição anormal (revelada por um ultra-som anterior) é uma emergência, vá ao hospital imediatamente.

* Após a 26 semana de gestação, se não houverem movimentos fetais por mais de 8 a 10 horas, especialmente nos horários em que o feto costumava estar mais activo.

* Suspeita de contacto com doenças virais (especialmente rubéola, sarampo, etc.).

Felizmente, muito dos problemas relacionados a gestação, podem ser resolvidos quando diagnosticados rapidamente. E cada vez mais, mãe e filhos são salvos e passam bem, graças ao pronto atendimento e cuidado médicos.

Mas para isso, é preciso COMPARECER A TODAS AS CONSULTAS DO PRÉ-NATAL, e estar sempre EM CONTATO COM SEU OBSTETRA. Boa sorte!



O que deve comer durante a gravidez

Quanto uma gestante deve comer por dia?

Durante a gestação, uma das dúvidas mais frequentes das futuras mães é saber o quanto e o que comer diariamente. O medo de engordar e o medo de não estar a alimentar correctamente o bebé muitas vezes leva à confusão. Algumas mulheres acabam por escolher uma dieta muito rica e calórica, enquanto outras passam a se alimentar de forma fraca e deficiente.

A alimentação é um factor importante para o desenvolvimento do bebé.
Para que se possa alimentar tranquilamente e garantir o bom desenvolvimento do seu bebé, observe um resumo das principais fontes de nutrientes:

*Energia: Proteínas, carbonatos, gorduras
*Proteínas: carnes, peixes, aves, lacticínios
* Cálcio: lacticínios
* Fósforo: carnes
*Magnésio: frutos do mar, legumes e grãos
* Ferro: carnes, ovos grãos
* Zinco: Carnes, frutos do mar, ovos
* Iodo: sal iodado, frutos do mar
* Vitamina A: vegetais, frutas, verde-escuras, laranja e fígado
* Vitamina D: lacticínios enriquecidos
* Tiamina: grãos enriquecidos, carne de porco
* Riboflavina: carnes, fígado grãos enriquecidos
* Piridoxina: carnes, fígado, grão enriquecidos
* Niacina: carnes nozes, legumes
* Vitamina B12: Carnes
* Acido Fólico: Vegetais com folhas, fígado
* Vitamina C: Frutas cítricas, tomates
* Selénio

O aumento de peso durante a gestação está ligado ao bom desenvolvimento fetal. Se a gestante não apresentar um ganho ponderal de 4,5 kg ao meio da gestação, seu estado nutricional deve ser revisto. O ganho ponderal inadequado está associado a um aumento no risco do bebé nascer com baixo peso (menos de 2.500kg). O ganho ponderal inadequado parece ter seu maior efeito em mulheres de peso baixo ou normal antes da gestação. As futuras mães de baixo peso devem ganhar mais peso durante a gestação, afim de que seu bebé nasça com um peso normal. As gestantes que estivem com o peso acima da média, devem seguir uma orientação médica rigorosa, e não iniciar nenhum tipo de dieta por conta própria.

Lembre-se: A gestação dura apenas 40 semanas, mas a saúde do seu filho é para toda a vida. Compareça as consultas do pré-natal e siga as orientações do seu médico. Garanta uma gestação tranquila e um bebé saudável. Boa Sorte!
Chucha



Sexualidade e gravidez

Sexualidade e gravidez

A gravidez é um estado que normalmente não deve favorecer a sexualidade.
Se imaginarmos que a libido existe para garantir a procriação, não deveria haver estímulo para a realização do acto sexual.

No entanto, isso varia de mulher para mulher, de fisiologia para fisiologia, de psiquismo para psiquismo. Com o evoluir da gravidez, com a visão do corpo que perdeu sua forma original, e até pela dificuldade física, a predisposição para um relacionamento sexual pode diminuir muito, mas isso também não é regra geral.



Hora de dormir na Gravidez

Hora de dormir

O sono é uma das primeiras coisas que mudam na vida de uma grávida. Ou se dorme muito, ou não conseguem pregar os olhos. Entenda porque isso acontece e o que fazer para - pelamordedeus! - dormir melhor

POR SARAH MAIA, FILHA DE IESMIN E SAULO



Dormir bem. Tem coisa melhor? Na gravidez, no entanto, o sono da gente parece que pira. Ou é demais, ou é de menos, raramente está na medida... Ai, ai, ai. Uma coisa só é certa: definitivamente ele não é mais o mesmo. Antigamente se dizia que era para a mãe já ir se preparando, porque depois de ter filho, nunca mais a gente dorme direito, por um motivo ou por outro... Brincadeiras a parte, o fato é que, como diz o obstetra Marcos Wengrover Rosa, pai de Bruno e Bárbara, vários fatores podem interferir nessa conversa. “Mudanças hormonais, físicas e psicológicas estão diretamente ligadas aos distúrbios do sono durante a gestação”. Ou seja, parece que não temos mesmo escapatória, porque se tem uma coisa que não falta na gravidez é mudança, certo?

Logo no começinho, o nosso maior inimigo na hora de dormir bem são as alte-rações dos níveis de alguns hormônios, Essa é a principal causa daquela sonolência do princípio da gravidez. “Durante esse período há um aumento do progesterona, hormônio considerado indutor do sono, e por isso se têm vontade de dormir mais”, afirma Helena Hachul de Campos, ginecologista especialista em medicina do sono, mãe de Beatriz e Juliana. Alterações psicológicas também interferem e muito: “Alguns trabalhos mostram que isso estaria ligado à preocupação das mães com o sono fragmentado que virá a seguir, tanto no final da gravidez como no puerpério, naquele acordar constante para amamentar o bebê”. Ou seja, nossas avós, como sempre, estavam certíssimas... A gente já vai intuindo o que nos espera e aí, bye bye sono!

O corpo fica pesado, os olhos fecham sozinhos e acordar cedo parece impossível. Gabriela Passos, grávida de 7 meses, sentiu bastante essa alteração no sono no começo da gestação. “O sono derruba a gente mesmo. É o dia inteiro aquele cansaço, aquela vontade de dormir. Depois do almoço então, nem se fala. Eu dormia super cedo, não conseguia marcar nada para depois das dez horas da noite, imagina!”. Agora Gabriela enfrenta uma nova fase em sua gravidez, e uma nova fase do sono também. Depois de dormir tanto e de três meses relativamente tranqüilos, ela já está com aquele barrigão e sofre para conseguir uma noite tranqüila nos últimos meses. “Demoro em pegar no sono, e qualquer barulhinho me acorda”, diz.

Noites em claro

Dalva Poyares, neurologista, especilaista em medicina do sono, mãe de Diego explica: “A freqüência urinária, o refluxo, o tamanho da barriga e a ansiedade são algumas das causas mais comuns para alteração do sono durante o terceiro trimestre. A grávida levanta para urinar e depois não consegue mais achar posição para dormir. Além disso, com a proximidade do parto, é comum que a mulher fique um pouco mais tensa”.

Paula Anselmo sabe bem como é essa etapa final da gravidez. Ela já teve contrações dois meses antes do nascimento do bebê e até os soluços do filho dentro da barriga atrapalhavam o seu sono. “Dormia de lado e com duas almofadas para apoiar, mesmo assim, não conseguia passar uma noite bem dormida. Sonhava muito com a criança e ficava bastante ansiosa”.

Pois é: já deu para perceber que essas noites de sono picado e de vira-vira na cama são muito mais comuns do que gostaria a nossa vã filosofia. Elas prejudicam a nossa beleza, mas não prejudica em nada o desenvolvimento do bebê, quanto a isso, pode ficar tranqüila. Mas, a idéia é de conseguir ter horas de descanso e dormir direito - pelo menos tentar - em algum momento. Pode até ser durante o dia, você vai encontrar a “sua” hora. “Quando a insônia se agrava a mulher tende a ficar mais irritada, aumenta a produção de adrenalina e prejudica a circulação sanguínea. Nesse caso o uso de medicamentos fitoterápicos indicados pelo médico pode ajudar”, explica a neurologista Dalva Poyares.

Existem umas sortudas que não passam por isso, acredita? Pois pode ficar com inveja... Algumas mulheres não sentem com tanta intensidade esses distúrbios do sono. Fernanda Dixo, por exemplo, foi uma que passou pela gravidez com noites bem dormidas, tranqüilona. “Ansiedade e pesadelo são comuns, mas em geral dormi bem durante a gestação. Apesar de levantar muito durante a noite para ir ao banheiro, me acomodo bem na cama e consigo dormir numa boa.”

Como nem todo mundo tem a sorte da Fernanda, o ideal é tentar encontrar uma posição confortável e relaxar. Nervosismo só vai te deixar mais elétrica e acordada. “A ansiedade quanto à saúde do bebê, o medo do parto, a insegurança do que virá depois e os cuidados com o bebê, contribuem para aumentar o período que se está acordada”, lembra a ginecologista Helena Hachul. Por isso, procure espantar os medos e angústias em relação ao parto e aproveite para curtir os últimos momentos do seu filho na barriga.



A alimentação na gravidez

Os desejos e dificuldades alimentares durante a gravidez


Durante o período de gravidez a futura mãe necessita ter uma especial atenção com a sua alimentação, pois toda a alimentação do bebé é fornecida através dela. Porém, por vezes, a futura mãe tem vontades estranhas, os famosos desejos das grávidas ou então dificuldades em comer.


Os desejos alimentares


A saúde e o crescimento do bebé estão intimamente ligados à alimentação da mãe e é frequente que durante a gravidez muitas mulheres sofram alterações nos seus hábitos alimentares. A grande maioria das grávidas, entre 75 a 85%, têm uma especial apetência por, pelo menos, um qualquer alimento, isto é, têm os conhecidos desejos.

Estes desejos podem ser por alimentos doces, salgados, picantes, ou ainda por combinações, estranhas ou não, de vários alimentos. Por outro lado, cerca de 50 a 85 % das mulheres grávidas adquirem, no mínimo, uma aversão alimentar.

É possível que estas modificações nos hábitos alimentares das grávidas tenham a ver com alterações hormonais que se verificam durante o tempo de gestação. Na verdade, as radicais modificações hormonais a que a mulher está sujeita nesta fase da sua vida poderão ter alguma repercussão sobre as questões alimentares e ainda sobre os cheiros, no entanto, não está provado o que causa, realmente, os tão famosos desejos, cuja existência ou não varia bastante de mulher para mulher.

Antigamente, entendia-se que os desejos eram uma forma do organismo da grávida chamar a atenção para a falta que tinha de determinados nutrientes, e ainda há quem seja desta opinião e considere, por exemplo, que ter uma grande vontade de comer chocolate significa falta de vitamina B. No entanto não existem quaisquer provas científicas que sustentem esta posição.


Dificuldades na alimentação


Uma boa e correcta alimentação é sempre essencial, mas requer uma atenção acrescida durante o tempo de gestação. Acontece porém que muitas grávidas têm dificuldades em ingerir os alimentos, pois sofrem de vómitos, enjoos e azia.

Os vómitos e os enjoos são bastante comuns nas grávidas. Para lhes tentar fazer face é aconselhável aumentar o número de refeições diárias para 5 ou 6, e diminuir a quantidade ingerida em cada uma. Deve preferir alimentos com fibras tais como vegetais e frutas, e beber muitos líquidos. Há muitos médicos que recomendam a vitamina B, que ajuda bastante nestas situações, se bem que não se saiba exactamente como é que ela actua.

A azia é, também, uma caracteristica comum à gravidez de muitas mulheres, em especial nas fases mais adiantadas, isto porque à medida que o bebé vai crescendo, o útero aumenta e, em consequência, aperta o espaço destinado ao estômago. Também aqui se podem obter bons resultados se se aumentar o número de refeições diárias, diminuir a quantidade de alimentos ingerida e evitar sentar-se ou deitar-se após as refeições. A grávida poderá utilizar anti-ácidos para combater a azia.



A pré-eclâmpsia e a eclâmpsia

A pré-eclâmpsia e a eclâmpsia


São duas complicações, de gravidade considerável, com que a grávida se pode deparar durante a sua gestação, mas que poderão ser prevenidas com os cuidados pré-natais adequados.

O que é a pré-eclâmpsia


A pré-eclâmpsia caracteriza-se pela presença de albumina na urina, no aumento rápido e progressivo de peso, pressão arterial elevada e inchaços, principalmente nas mãos e face. Também podem surgir naúseas, cefaleias e dores abdominais. A grávida pode ainda "ver manchas “.

A pré-eclâmpsia é relativamente rara. Só atinge 5 a 10% das grávidas e a melhor forma de a prevenir e tratar atempadamente é ter bons cuidados pré-natais.


As situações de risco


Atinje, sobretudo, as mulheres que concebem pela primeira vez, as muito jovens, as que têm uma idade mais avançada, as que sofram de alta pressão arterial crónica, ou que tenham casos de pré-eclâmpsia na família.


O que fazer


Nos casos menos graves, o médico aconselhará a grávida a ficar de cama, em repouso absoluto. De preferência, deverá deitar-se sobre o seu lado esquerdo, pois melhora o fluxo sanguíneo para o útero e permite um funcionamento mais eficiente dos rins. O médico monitorizará regularmente a situação clínica da grávida, a fim de verificar a pressão arterial, antes de tomar outras medidas.

Nos casos mais graves, a grávida é hospitalizada e tratada em conformidade. Muitas vezes, quando não se consegue baixar a tensão arterial, os médicos optam por efectuar uma cesariana ou por induzir o parto.

De facto, a pré-eclâmpsia é uma complicação muito grave e requer um acompanhamento médico rigoroso, pois pode diminuir o fluxo de sangue para a placenta, o que coloca o bebé em perigo.


O que é a eclâmpsia


Tratar a pré-eclâmpsia é fundamental porque, não sendo tratada, pode degenerar em eclâmpsia. Esta caracteriza-se por um aumento drástico da tensão arterial, por alterações ao nível da coagulação do sangue, problemas do fígado e, em casos raros, põe em perigo a vida da mãe e da futura criança.



Toxoplasmose

Toxoplasmose


Esta é uma doença que, podendo ser transmitida através da placenta, pode prejudicar gravemente o feto.
Daqui que, seja necessário ter cuidados especiais durante a gravidez para não a contrair ou, contraindo, tratá-la adequadamente.

Conceito de toxoplasmose


A toxoplasmose é uma doença causada por um parasita que se encontra, normalmente, nas fezes dos gatos. Também alguns pássaros e outros animais, legumes crus contaminados, bem como carne crua ou mal cozinhada, podem ser portadores do parasita causador desta doença.

Esta doença manifesta-se através de febre, arrepios de frio, dores musculares, fadiga e inchaço dos gânglios linfáticos do pescoço. Estes sintomas surgem duas ou três semanas após a exposição ao parasita, mas alguns adultos infectam-se sem revelarem qualquer sintoma.


Riscos para o bebé


A toxoplasmose não apresenta riscos para a grávida, mas pode apresentá-los para o feto, especialmente se a doença for contraída no primeiro trimestre de gestação. O bebé pode nascer com problemas de visão, com atraso mental, com peso abaixo do normal e icterícia, entre outras complicações. Felizmente que, só uma mulher em cada mil contrai toxoplasmose durante a gravidez.


Como evitar a doença


A grávida não deve comer carne crua nem mal cozinhada, nem legumes crus, a menos que sejam por ela cuidadosamente lavados, em água corrente abundante. Depois de manusear carne não cozinhada, deve lavar sempre muito bem as mãos.

Quem tem gatos não os deve pegar ao colo próximo da face, nem partilhar com eles a cama, lençois e cobertores. Deve lavar bem as mãos depois de brincar com os gatos, usar luvas de borracha quando despeja o caixote com as fezes ou, de preferência, pedir a alguém que o faça. O gato deve ser mantido dentro de casa ou, caso não seja possível, impedi-lo de caçar pássaros e ratos, pois também estes podem ser hospedeiros da doença. O melhor seria que, durante este período, colocasse o gato à guarda de algum familiar ou amigo.

É também recomendável que se leve o gato ao veterinário, com o objectivo de se verificar se é portador ou não da doença. Em caso afirmativo, a grávida deve pedir a alguém que cuide do gato até cessar o risco de infecção, que dura mais ou menos seis semanas.


Realização do teste


Para sossegar o seu espírito, poderá fazer uma análise ao sangue para saber se está ou não imune à doença.

Se a análise detectar a presença de anti-corpos no sangue, significa que a grávida está imune. Caso contrário precisa de ter cuidado para não contrair a doença. Caso não esteja imune, a análise será repetida ao longo da gravidez e se, entretanto, essa análise tiver resultado positivo, significa que contraiu a toxoplasmose.

Como tratamento, terá de efectuar uma terapêutica à base de antibióticos, para diminuir os riscos para o bebé.

É possível, através da amniocentese, verificar se o feto contraiu ou não a doença.

Também depois do parto, o sangue do bebé pode ser analisado para saber se tem toxoplasmose, especialmente se evidencia alguns dos sintomas. Em caso positivo, receberá tratamento antibiótico adequado.



O nascimento precose

Parto pré-termo


Parto pré-termo significa um nascimento demasiado precoce. Pode ser causador de várias complicações e até mesmo mortes fetais. O nascimento ocorre antes da 37ª semana, contada desde o primeiro dia da última menstruação, ou seja, a gestação não atinge o seu termo.


O que causa o parto pré-termo


Desde há muitos anos que médicos e cientistas vêm tentando descobrir o que causa o parto pré-termo no sentido de desenvolver formas de o detectar a tempo, intervindo e reduzindo o número de nascimentos prematuros. É importante que as mulheres estejam informadas, controlem as contracções uterinas e que tenham contacto semanal com um médico ou enfermeira, embora isto não signifique que esteja totalmente protegida contra este tipo de parto, uma vez que as suas causas permanecem desconhecidas, mas é, apesar de tudo, um bom começo. Conseguiram-se identificar alguns factores de risco, mas muitos nascimentos prematuros ocorrem sem se detectarem quaisquer sinais de aviso.

Os factores de risco conhecidos incluem:




A ruptura espontânea das membranas.

Infecções no útero, na cervix ou infecções urinárias.

Uma cervix incompetente, isto é, dilatada sem sinais de parto.

Doenças crónicas, incluindo tensão arterial elevada, diabetes, doenças de rins, hipertiroidismo.

Mais do que um feto.

Útero com forma anormal.

Prévios partos pré-termo.

Stress.

Fumar, beber álcool ou tomar outras drogas.

Má nutrição.

Feto ou placenta anormais.

Excesso de liquído amniótico (polihidrâmnios).

Outros problemas na placenta.



Como saber reconhecê-lo


Antes de tudo é necessário estar atenta a todos os factores de risco e estar informada. Para isso, deverá comunicar e visitar o médico regularmente, para que ele a ajude a reconhecer os sinais e sintomas do parto pré-termo que incluem:




Contracções regulares do útero.

Cãimbras do tipo menstrual.

Dores no fundo das costas.

Cãimbras abdominais.

Descarga de fluído da vagina.

Sensação de pressão na pélvis, como se o bebé estivesse a fazer força para sair.



O que fazer


Deverá ter sempre à sua disposição o número de telefone do médico, para qualquer emergência. Se achar que vai entrar em trabalho de parto beba muita água (três ou quatro copos) e deite-se sobre o seu lado esquerdo. Se os sintomas não desaparecerem dentro de uma hora ou se continua a sair líquido da sua vagina, chame imediatamente o médico para que ele a possa examinar e impedir o parto. Quanto mais cedo o chamar mais hipóteses terá de prevenir o parto.

O tratamento para este tipo de parto depende do tempo de gestação e de quanto porgrediu o trabalho de parto. Em alguns casos o descanso na cama e beber muitos liquídos pode fazer parar os sintomas. Noutros casos, podem ser usados medicamentos ou a cirurgia para fechar a cerviz. Mesmo que o trabalho de parto progrida e o nascimento se torne inevitável, podem ser ministrados à mãe medicamentos que ajudem a preparar o bebé para nascer. Por exemplo corticosteróides tais como o dexametasona ou o betametasona que podem melhorar a maturidade dos pulmões do feto num período de 24 a 48 horas.

Caso se esteja perante um parto pré-termo, é aconselhável transportar a mulher para um hospit ou maternidade que tenha o equipamento adequado para cuidar do bebé prematuro.



Exercício Fisico controlado na gravidez

“Treinar na gravidez” – gestação e exercício físico


A gravidez é um momento de vida marcante, em que o corpo da mulher passa por múltiplas modificações.

Nesta fase da vida, uma mulher saudável, pode começar, desde que aconselhada por médico, ou manter um programa regular de exercício físico.

Contrastando com a noção do simplesmente permitido de alguns anos atrás, o exercício passou a ser encorajado durante a gravidez.

A actividade física não aumenta os riscos que decorrem da gravidez



A actividade física não aumenta os riscos que decorrem da gravidez


É importante esclarecer que a prática de actividade física não aumenta os riscos que decorrem da gravidez. O importante é ter consciência de que o exercício moderado, salvo raras contra-indicações, é benéfico para si e também para o bebé! Obviamente que esta prática de exercício deverá ser orientada e considerar determinadas limitações, como por exemplo, evitar exercícios em posição supina a partir do 2º trimestre.
Mesmo na mulher que nunca praticou exercícios e teve uma vida sedentária, a prática de actividade física na gestação pode ajudar.


Benefícios do exercício



O serviço de Personal Training para grávidas do Club Clínica das Conchas visa complementar a actividade física e fortalecimento muscular promovido no programa Club Baby&Family (preparação pré e pós-natal). Levado a cabo por profissionais de educação física, este serviço destina-se à optimização de todos os benefícios da motricidade durante a gestação:
• Melhoria da capacidade aeróbia e muscular
• Diminuição da incidência de lombalgias (dores de costas) durante a gravidez
• Incremento do bem-estar psicológico
• Controlo do aumento de peso (estima-se que mais que 10kg pode ter efeitos prejudiciais para o bébé)
• Melhoria da digestão e redução da ocorrência de obstipação
• Estabelecimento de hábitos de vida saudáveis permanentes
• Diminuição da dor e da duração do parto
• Melhoria da capacidade de recuperação pós-parto e maior facilidade de retorno ao peso e níveis de força e de flexibilidade iniciais
• A realização de exercícios de fortalecimento dos músculos do pavimento pélvico no período pós - parto pode reduzir o risco de incontinência urinária futura


O que praticar



Dá-se preferência a exercícios aeróbios como a caminhada moderada em passadeira, sem inclinação, bicicleta ou natação e ao treino com resistência para fortalecer a estrutura muscular do corpo; uma vez que as grávidas já têm uma hiperlaxidão ligamentar não devem enfatizar o treino de flexibilidade.


O que não praticar


Desaconselham-se desportos que pela sua natureza potenciem o risco de quedas e lesões traumáticas de contacto (desportos de luta, parapente, equitação, futebol, vólei, ski, surf, alpinismo, ténis, etc…).


Particularidades na grávida


Não se esqueça de beber bastante água antes, durante e depois do exercício, caso contrário corre o risco de desidratação.
Durante a gestação, a grávida deverá, no entanto, ter algumas preocupações adicionais, como evitar actividades que causem desequilíbrio devido à alteração do centro de gravidade, evitar a realização de abdominais em posição supina a partir do 2º trimestre (risco de hipotensão de decúbito), e ter atenção aos sinais de diabetes gestacional – sede excessiva (polidipsia), mais fome (polifagia) e urinar muito (poliúria).
No final da gravidez o aumento acentuado do perímetro abdominal provavelmente, impedi-la-á de praticar determinados exercícios. Nesse caso aconselha-se a não realização dos mesmos em vez da insistência.


Como se treinar


O plano de treino da grávida deve estar elaborado para se atingir apenas 60 % da frequência cardíaca máxima esperada. Sempre que se sentir cansada deve parar. Outros critérios de interrupção do exercício incluem sudação repentina das mãos, tornozelos ou face; Sudação, dor ou tumefacção nos gémeos de uma das pernas (flebite); Dor abdominal intensa; Contracções uterinas; Diminuição da actividade fetal
A interrupção da prática de exercício físico numa fase mais avançada da gravidez, deverá resultar da decisão conjunta da grávida e médico.